PRAZER_INCULTO

Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.

24 de Novembro de 2009

DEPOIS DO LANÇAMENTO...
Tudo se acalma.
Ainda bem. O livro faz-se à vida e eu também.

3 de Novembro de 2009

CRONICA DE CORK 2

 O tempo falta entre as sessões de cinema. Não que me queixe, só pelo filme que junta várias curtas romenas sob o nome TALES FROM THE GOLDEN AGE, teria valido a pena. Mas deu para andar ao longo do rio que atrapalha Cork, obrigando a cidade a desvios, pontes e artimanhas para se manter à toa. Chuvisca quase todo o tempo e já quase não me lembro de abrir o guarda-chuva.
Esta noite bebi Murphys pela primeira vez (que me lembre). Bebi, não: comi, que ainda tenho atravessada a pint no estômago.
Amanhã se verá o que vai acontecer. Chuva e cinema, de certeza.

1 de Novembro de 2009

CRÓNICA DE CORK

As pessoas são animadas, conversam alto, abraçam-se bastante, mas sem aquela coisa histriónica dos italianos (que às vezes é a sério, a maioria das vezes é só forma). Chove, claro, depois do sol da manhã. O verde não se conserva só de luz.
Numas das ruas, um tipo toca violino com as mãos e guitarra com os pés. Em nome da média nacional das pessoas que sabem música, acho bem.
Entro numa igreja católica, na hora da missa. Não é muito diferente das portuguesas. Tem mais gente e poucos são os que estão com cara de frete, só isso.
Ontem à noite, entrei num pub. Pergunto pelo drama que a imprensa portuguesa empolara com a proibição de fumar no interior. O meu guia encolhe os ombros: não se passou nada. Ele até acha fixe, porque assim vai lá fora e aproveita para flirtar por 2 minutos... E assim acontece, várias vezes na noite.

31 de Outubro de 2009

A QUINTA ABANDONADA

Peco (sem cedilhas de Inglaterra) perdao as (e sem acentos...) vacas, ovelhas e outros animais da Farmville por nao as ter ordenhado, tosquiado, etc... Mas desconfio que o meu sonho virtualo-campestre esmoreceu. Deve ser de nunca cheirar a terra nem se sentir o vento humido nos dias de Inverno...

28 de Outubro de 2009

A UNANIMIDADE NA TRISTEZA

Por todo lado me dizem: "As livrarias não estão interessadas em Literatura, sobretudo, portuguesa. Não vende". Presumo que se refiram aos maiores pontos de venda (como agora se diz), mas ainda assim. Esta afirmação gera em toda os elementos de produção de um livro, uma onda de desânimo, de baixar os braços. Tornámo-nos dispensáveis, aqueles que interpretam o mundo com os pés assentes no torrão. Deixámos que a mediocridade dos bestsellers e dos livros de autoajuda pense por nós.
Gostava de saber o que o ministério da Cultura terá a dizer a esta situação. Mas, mais importante, o que pode esta grande maioria silenciosa fazer para resistir? Uma coisa é certa, cada dia será mais difícil, país afora, encontrar o trabalho de escritores portugueses. Até quando vamos ficar de braços caídos à espera que decidam por nó? Unanimente derrotados?

25 de Outubro de 2009

A 6 DE NOVEMBRO

Creio que este videobook criado pelo Angelo Gonzalez vos dará o ambiente do meu novo romance.

Em breve, estará disponível o primeiro capítulo, em PDF, para poderem iniciar a leitura.

20 de Outubro de 2009

SOBRE A MUDANÇA CLIMATÉRICA

Com o regresso da chuva, esta manhã, suspirei de alívio. Eu, que vivo para o sol e para a luz. Sobretudo, percebi melhor a razão porque a mudança no clima serviu de fundo ao meu novo livro. Quando se escreve, registam-se os sinais. Só depois se tentam decifrar. Ou se consegue...