
HELP!
Ao longo dos últimos meses deixei acumular uma tal pilha de papéis de natureza vária sobre a minha mesa que se torna necessário ter muita coragem para a atacar.
Na verdade, enquanto escrevo isto, descubro que vivem formigas lá debaixo... Das duas, uma: ou a minha escrita adoçou ou andam mais coisas lá para o fundo do que papéis.
5/23/2008
A CHATICE DA GENÉTICA SOCIAL
Está-nos no sangue, como ouvir o José Cid ou a comédia portuguesa dos anos 30: ver a volumosa cantora madeirense passar à final do Eurofestival da Canção provoca uma vibraçãozinha qualquer.
ps: claro que o facto de não termos estilistas ou coreógrafos de nível internacional voltou a ficar escarrapachado nas nossas caras vermelho-e-verde... Mas enfim, a rapariga lá deu o melhor de si.
5/21/2008
A RITA ENVIOU-ME ESTE TEXTO DO WOODY ALLEN QUE EU JÁ TINHA LIDO, MAS ESQUECIDO
'Next Life' by Woody Allen
In my next life I want to live my life backwards. You Start out dead and get that out of the way. Then you wake up in an old people's home feeling better every day. You get kicked out for being too healthy, go collect your pension, and then when you start work, you get a gold watch and a party on your first day. You work for 40 years until you're young enough to enjoy your retirement. You party, drink alcohol, and are generally promiscuous, then you are ready for high school. You then go to primary school, you become a kid, you play. You have no responsibilities, you become a baby until you are born. And then you spend your last 9 months floating in luxurious spa like conditions with central heating and room service on tap, larger quarters every day and then Voila! You finish off as an orgasm! I rest my case
5/18/2008
DAS COISAS SÉRIAS
Tenho verificado ao longo dos anos que os portugueses têm especial apreço pelas pessoas "sérias". Não as honestas ou francas, mas aquelas que fazem afirmações públicas de rosto severo. Ou que em vez de produzirem pensamento próprio preferem repetir o que leram nos manuais escolares, sobretudo nos de Filosofia de 11º ano.
Eu confesso que não tenho dado mostras desta razoabilidade medíocre. Mas há um tempo para tentar tudo.
Assim, aqui fica este vídeo de uma das nossas maiores referências. Alguém que diz aos outros como estar na vida. Sem as hesitações de quem pesa o passado, o presente e as hipóteses de futuro.
Quem sabe se um dia a nossa imprensa não dará tanta atenção às palavras de um escritor como de momento lhe dá a ela....
5/16/2008
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO MERCADO
Dizem-me, por telefone, que fui comprado pela Leya. Eu e os outros que confiámos na Oficina, na Caminho, na D.Quixote, etc. Não sabemos nada do assunto, claro. Nem me parece que dessa venda reverta alguma coisa para as fontes de produção, vulgo, os escritores. Há-de ser mais uma coisa tipo escravos. Toma lá este que é bom para cortar cana, e esta que é boa parideira e passa para cá os luíses. Sobre este assunto, muita coisa terá de acontecer até que a poeira assente.
Entrentanto, a APEL faz finca-pé nos pavilhões nojentos onde nos recebe ano após ano. Para não haver ricos nem pobres, somos todos pobres. Era bom que tivessem juízo, nesta questão estético-ética.
Quem parece estar "atento ao mercado do livro" é o ministro da cultura. E contente, também, segundo os jornais (que a realidade raramente se compadece com a matéria escrita). Segundo os pasquins, José António Pinto Ribeiro, diz ver "com bons olhos" a constituição de monopólios editoriais (...) e que "o mercado do livro está em mutação acelerada e a concentração de editoras em grupos empresariais é um factor de desenvolvimento da língua portuguesa e da sua divulgação".
Ou está a precisar de mudar de lentes ou eu - citando uma directora de produção amiga - não estou na posse de todos os dados...
5/14/2008
GLOBOS DE OURO
Enquanto não arranjo tempo para publicar um vídeo clandestino (lol), vou adiantando que fui (primeira e última vez) à festa dos Globos de Ouro. Sim, de smoking. Sim, alugado. Não, não foi barato e sim, estava horrível :)
É um espectáculo a não perder. Desde o povo que veste o seu melhor fato para se ir colar às baias que separam, na rua, a passadeira vermelha e as estrelitas, do resto ( e que gritam à desmesuradamente alta, loura... e igual a tudo o que se imagina, Bibá Pita!: "Ai linda! Bibá, um autógrafo!")até à Cinha Jardim, a dar golpes na fila do bufet, passando à frente de toda a gente como se estivesse na faculdade e o jantar fosse frango...
Mas o prémio da noite foi atribuído, mais uma vez, à inenarrável tia Bobona. O seu chapelinho prateado de palhaça arrebatou qualquer tentativa de destaque de Bárbaras, meninas de telenovelas e socialáites profissionais.Podem-lhe chamar bobona, mas para mim, será sempre uma senhora de se tirar o chapéu... (imaginem esta frase com música de circo...).
Oh, valha-me Santo António dos Cavaleiros!
5/11/2008
O QUE VEM DE CIMA
Ontem levei com o armário de parede na cabeça.
Para quem não tenha experiência, conste que basta uma parede de um prédio antigo onde as buchas e parafusos agarram a custo, uma colecção de copos, chávenas e garrafas e estar por baixo na hora errada.
O resto resume-se a um barulho ensurdecedor, a vida a passsar diante dos olhos e uns galos na testa.
Bom, é bem verdade que eu queria mudar de copos, mas escusava de ser tão radical...
5/05/2008
REGRESSO
atarantado às lides. Ainda com os olhos habituados a ver filme sobre filme. Os pés no vício de percorrer a Avenida de Roma, rua abaixo, rua acima. O divertimento de subir ao palco e inventar disparates para pais e criançada, antes do assunto sério que são os filmes e os concertos. Ou de trabalhar para fazer sentir a espectadores e realizadores que o Indie é primeiro que tudo, uma festa. A festa do cinema que existe por paixão, ano após ano.
Pronto, amanhã recomeça a vida.